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O Apanhador de Desperdícios de Manoel de Barros (PAS 3ª etapa ) ANÁLISE

O Apanhador de Desperdícios
                                          Manoel de Barros

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
Eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

(De “Memórias Inventadas: A Infância”)

      Análise 

O primeiro verso é de fato uma lição de vida: “Uso a palavra para compor meus silêncios. ” Primeiramente porque hoje é prati…

Filme : "Narradores de Javé" ANÁLISE

Este filme traz à tona inúmeras questões como a cultura, a tradição, a memória, o registro, a oralidade.E, principalmente o valor da escolarização, da informação e da leitura. A ausência da educação formal proporcionou àqueles moradores a perda de tudo o que tinham até então.O apego à terra, a própria história , os vínculos afetivos estabelecidos junto aos vizinhos ao longo dos anos...Tudo estaria mudado a partir do represamento do rio que passa pelo lugar.  Assim,uma das personagens pergunta ao longo da trama : " E quem vai ficar com os nossos mortos? A minha mãe foi enterrada ali."Essa passagem revela a angústia que cada morador passou a ter a partir da eminência da perda do arraial. Os opostos são cada vez mais evidentes:Biá ( o letrado , o artista, o alfabetizado) ,mas também o excluído. Aquele que não tem nada a perder ,pois não tinha a princípio nada, sequer amigos. Ironicamente , é o único que possui algo que ninguém poderia tirar: o conhecimento.E é o por esse motiv…

"A triste partida" de Patativa do Assaré (PAS 3ª Etapa) Análise

Setembro passou, com oitubro e novembro
Já tamo em dezembro.
Meu Deus, que é de nós?
Assim fala o pobre do seco Nordeste,
Com medo da peste,
Da fome feroz.

A treze do mês ele fez a experiença,
Perdeu sua crença
Nas pedra de sá.
Mas nôta experiença com gosto se agarra,
Pensando na barra
Do alegre Natá.

Rompeu-se o Natá, porém barra não veio,
O só, bem vermeio,
Nasceu munto além.
Na copa da mata, buzina a cigarra,
Ninguém vê a barra,
Pois barra não tem.

Sem chuva na terra descamba janêro,
Depois, feverêro,
E o mêrmo verão
Entonce o rocêro, pensando consigo,
Diz: isso é castigo!
Não chove mais não!

Apela pra maço, que é o mês preferido
Do Santo querido,
Senhô São José.
Mas nada de chuva! tá tudo sem jeito,
Lhe foge do peito
O resto da fé.

Agora pensando segui ôtra tria,
Chamando a famia
Começa a dizê:
Eu vendo meu burro, meu jegue e o cavalo,
Nós vamo a São Palo
Vivê ou morrê.

Nós vamo a São Palo, que a coisa tá feia;
Por terras aleia
Nós vamo vagá.
Se o nosso destino não fô tão mesquin…

ORAÇÃO DOS DESESPERADOS de Sérgio Vaz (PAS 1ª etapa) ANÁLISE

ORAÇÃO DOS DESESPERADOS
Sérgio Vaz

Que a pele escura
Não seja escudo para os covardes,
Que habitam na senzala do silêncio,
Porque nascer negro é consequência
Ser
É consciência
Dói no povo a dor do universo
Chibata, faca e corte
Miséria, morte
Sob o olhar irônico
 De um Deus inverso
 Uma dor que tem cor
Escorre na pele e na boca se cala
 Uma gente livre para o amor
Mas os pés fincados na senzala.
Dói na gente a dor que mata
Chaga que paralisa o mundo
E sob o olhar de um
Deus de gravata...
 Doença, fome, esgoto, inferno profundo.
Dor que humilha, alimenta cegueira
Trevas, violência, tiro no escuro
Pedaço de pau, lar sem muro
 Paraíso do mal
Castelo de madeira.
Oh! Senhores
Deuses das máquinas,
 Das teclas, das perdidas almas.
 Do destino e do coração!
 Escuta o homem que nasce das lágrimas
Do suor, do sangue e do pranto,
 Escuta esse pranto
(Que lindo esse povo!)
(Quilombo esse povo!)
Que vem a galope com voz de trovão
Pois ele se apega nas armas
Quando se cansa das páginas
 Do livro d…

PARA FAZER A REVISTA ALGUMAS DECISÕES DEVEM SER TOMADAS EM GRUPO:

PARA FAZER A REVISTA ALGUMAS DECISÕES DEVEM SER TOMADAS EM GRUPO:

1.  FOTONOVELA?Querem dramatizar a história,criar o ambiente ,escolher o figurino ,os objetos .Deve fotografar, baixar um programa,inserir falas e narrador,trabalhar imagem,etc...


2. QUE TIPO DE PAPEL?A4?Metade?1/3?Papel colorido?Fotográfico?Folha de revista?

3.CUSTOS?Impressão,encadernação...Como será feita a divisão dos gastos?
   Onde será feita a cópia?Colorida ou preto e branco?

4.FOLHA DE APRESENTAÇÃO?QUEM FARÁ? A folha de apresentação será um texto composto de dois parágrafos:Um breve resumo do conto,apresentação do Projeto.Inserir nela também o nome dos integrantes do grupo em ordem alfabética.

5.ROTEIRISTA , REVISOR DO TEXTO E DESENHOS:Alguém que olhe criticamente o trabalho e procure apontar como revista  pode ser melhorada.

PARTES DA REVISTA:
CAPA:Título em letras grandes e centralizado;FOTO que seja representativa no conto;baseado na obra de ...................................................................…

Endereço de pesquisas de aplicativos para fotos e fotonovelas

Endereço de pesquisas de aplicativos para fotos e fotonovelas

https://drive.google.com/file/d/0B7smS_84BYt5NjZYXzg4M01DZ1U/view

TRABALHO PASSO A PASSO

(Sugestão de Capa)
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE SAMAMBAIA CENTRO DE ENSINO MÉDIO 304 PROJETO: QUEM CONTA UM CONTO... PROFESSORA: INTEGRANTES DO GRUPO: TURMA:________






CONTO (letra em tamanho maior de 18 a 72 destacada ,centralizada)























Samambaia,9 de abril de 2012(Última linha centralizada)
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(Sugestão de Sumário)
SUMÁRIO

1.INTRODUÇÃO....................................................................................
2.VIDA E OBRA.............................................................................. 2.1Biografia .............................................................................. 2.2Contexto Histórico................................................................................ 2.3Resumo........................................................... 2.4Vocabulário................................................... 2.5Crítica da obra.................…